TAGS: review ubisoft the division mmo tps rpg

[REVIEW] The Division

23/03/2016 23:08 - Postado por Otávio "whySM" Alenski

Quem não lembra do famoso jogo apresentado pela Ubisoft na E3 de 2013? Afinal, quando The Division foi apresentado, o hype gerado foi possivelmente um dos mais altos da época. Com gráficos espetaculares, história com aspectos fantásticos e todos os novos elementos apresentados, qualquer gamer que se prese ficou ansioso pela chegada do jogo.

Clique para ampliar

Enfim, esse é o momento, a chegada do The Division, com muitos desânimos de possivelmente boa parte dos jogadores que estavam ansiosos, devido ao grande downgrade recebido.

É lógico que qualquer pessoa que assiste a uma E3 sabe que, pelo menos, metade ou até mais dos jogos lá apresentados acabam sofrendo algum tipo de redução, seja gráfica ou qualquer outra coisa, mas vamos ao que interessa.

 

HISTÓRIA


A história é apresentada com forte inspiração na Diretriz 51 e Operação Inverno Escuro. Ela se passa após uma pandemia devastadora destruir a cidade de Nova York. Quando tudo parecia desandar e os sistemas básicos pararam de funcionar, entra o último recurso, conhecido como A Divisão, com agentes de apoio tático altamente treinados e uma única ordem recebida do Presidente dos Estados Unidos de “salvar o que resta” da sociedade em colapso. Você entra na pele de um desses agentes.

A história de jogo fica um pouco lapsa durante o gameplay, é preciso que o jogador corra atrás dela para poder acompanhar o que acontece, mas apesar de mal aproveitada, ela é muito bem produzida e um ótimo enredo.

Clique para ampliar


Clique para ampliar

 

JOGABILIDADE


A jogabilidade é um dos grandes pontos positivos do jogo, sendo bem elaborada e eficiente. Apesar de apresentar um sistema simples de “Cover & Shooter”, o jogo não poderia ser melhor, até mesmo pensamos que se fosse mudado talvez não ficasse tão bom. A magia acontece quando a Ubisoft resolve unir elementos de TPS (Third Person Shooter, tiro em terceira pessoa), RPG e MMO em um único jogo, criando uma combinação única e bem diferente da maioria dos jogos. Isso faz com que o gameplay se torne extremamente divertido e frenético, dois fatores que estavam faltando nos jogos atualmente.

Clique para ampliar

Dentro da parte dos elementos de RPG, existem as Skills, Talents e Perks, que são de extrema importância para sua sobrevivência durante o jogo. As Skills, como o nome diz, são habilidades que o jogador usa manualmente no decorrer do jogo. É possível usar até 3 skills simultaneamente, sendo que os slots onde você atribui as mesmas são liberados conforme o jogador aumenta de nível.

Os Talents são habilidades passivas, ou seja, não precisam de interação do jogador para funcionar, que também devem ser atribuídas a slots, que por sua vez também são liberados conforme o jogador progride.

Já os Perks são habilidades “ativas-passivas”, pois ficam sempre ativadas e não precisam de slots para funcionarem.

Tanto as Skills como os Talents e os Perks são liberados conforme o jogador progride no jogo e restaura a Base, um elemento central do jogo no qual não podemos falar muito para não estragar a surpresa!

Clique para ampliar

Há ainda os elementos de MMO (multiplayer massivo online), que não aparecem constantemente – algo que pode ser visto como positivo para uns e negativo para outros – mas podem ser de grande ajuda no decorrer do jogo. É possível, por exemplo, encontrar uma equipe para passar missões, o que facilita muito quando o jogador fica “preso” em uma determinada parte do jogo.

 A exceção seria a Dark Zone (Zona Cega), onde o MMO é constante, tanto PvP (Player versus Player) quando PvE (Player versus Environment – o MMO aqui se dá quando os jogadores formam uma equipe para realizar tarefas específicas). Fora essa zona, o jogo fica mais puxado para o lado do Single Player, mas ainda exige uma conexão com a internet constante por causa de seus elementos online.

Clique para ampliar


Clique para ampliar

Se tratando de missões, o jogo conta com algumas (poucas, ao nosso ver – porém são completas e não apenas tarefas curtas) missões principais e várias missões secundárias, além dos Encounters e do clássico ‘coletar objetos’ – estes variam de drones acidentados a telefones perdidos.

As missões secundárias e os Encounters variam desde proteger uma equipe de guerrilheiros amigáveis a resgate de reféns. Definitivamente existe muito o que fazer na Manhattan de The Division, pois ao terminar um desafio, (quase) sempre aparece outro.

Por fim, mas não menos importante, o jogo conta com um sistema de craft, aquele sistema onde você pode fazer seus próprios equipamentos.

Clique para ampliar

 

GRÁFICOS


Os gráficos podem desanimar quem estava esperando algo como o que foi exibido durante a E3. Infelizmente, era de se esperar que um jogo do qual possuía somente uma parte pronta apresentasse gráficos absurdos (até mesmo para gerar hype) em relação a sua versão final, mas não se engane – os gráficos continuam ótimos e, em alguns momentos, podem fazer cair o queixo.

Apesar de ser um jogo de mundo aberto e com muitos detalhes (não brincamos quando falamos muitos detalhes: são carros, cones, barreiras, caixas, lixo, neve, vento, pessoas, cachorros, inimigos, portas, portões, cercas... enfim, são elementos demais pra conseguir listar de cabeça), são poucos os momentos em que sentimos uma queda na taxa de frame – vale lembrar que temos 3 computadores com 3 configurações diferentes e rodando o jogo em resoluções diferentes, então é de se esperar que esse aspecto varie de computador para computador. Mas, de forma geral, o desempenho se mostrou estável, algo importante em um jogo de tiro como o The Division.

Clique para ampliar

Mas, infelizmente, nem tudo são rosas. Apesar dos excelentes gráficos, o jogo ainda apresenta alguns bugs – nos três computadores que temos a disposição, os três apresentaram o famoso “pop-in”, quando as texturas ou elementos gráficos aparecem apenas depois de algum tempo, ficando com a aparência borrada ou com elementos flutuando no ar. De forma geral, esses pequenos incômodos não atrapalham o jogo – quando se está focado em atingir o inimigo, não se percebe que a textura do canto esquerdo da parede de tijolinhos vermelhos demorou mais pra carregar que a textura da grama, por exemplo. Tais incômodos podem (e devem, esperamos) ser solucionados em futuras atualizações do jogo. A atualização que já tivemos resolveu problemas na iluminação global, por exemplo, então podemos esperar mais melhorias pela frente.

Clique para ampliar

As opções gráficas dentro do menu são extremamente fáceis de mexer e é possível mexer em basicamente tudo: sombras, efeito vinheta, neve, texturas, aberração cromática e etc. Além disso, do mesmo jeito que ocorreram downgrades, também existiram ótimas melhoras, principalmente na neve do jogo que está aparecendo mais pelo chão e nas mudanças climáticas, que estão ótimas e são muito variadas, chegando a atrapalhar o gameplay em alguns momentos (exatamente como se espera de uma neblina forte na vida real, por exemplo, onde o alcance da sua visão fica extremamente prejudicado – o mesmo acontece no jogo).

Clique para ampliar

 

AUDIO


Outro ponto que merece destaque no jogo é o áudio. Durante todo o tempo que jogamos, o áudio funcionou perfeitamente e o som é limpo e bem definido, dando a entender que a Ubisoft não economizou nesse departamento.

Outro ponto que merece ainda mais destaque é que, ao contrário do que foi apresentado na versão Beta, The Division chegou às lojas totalmente dublado em Português Brasileiro – menus, legendas e diálogos estão lá para aqueles que preferem nosso idioma. Caso você prefira jogar em outro idioma, não tem problema: é possível selecionar cada parte separadamente: o áudio pode ser em espanhol, o menu em alemão e a legenda em italiano, você decide.

É interessante notar também que a dublagem apresentada foi feita ninguém menos que a equipe de Wendel Bezerra, famoso dublador brasileiro, tendo em seu currículo dublagem de personagens como Goku, do anime Dragon Ball Z, Bob Esponja, do desenho homônimo, Jackie Chan, do desenho também homônimo, e de Pain, do Naruto Shippuden. Dá pra dizer que a dublagem está totalmente a altura do jogo.

 

CONCLUSÃO


Depois de horas e horas jogadas, muitos níveis e muita munição gasta, nosso veredito é: compre esse jogo o quanto antes. Somando a jogabilidade impecável, os elementos de RPG, MMO e TPS, a grande quantidade de coisas pra fazer, a possibilidade de interagir com outros jogadores e a um excelente trabalho de dublagem, The Division merece um lugar de destaque na sua lista de jogos.

Clique para ampliar

Clique para ampliar

A Ubisoft prometeu DLCs no decorrer desse ano (embora sejam pagos), o que certamente não fará o jogo ficar tão monótono. Fora isso, o jogo já oferece desafio para praticamente todos os jogadores – coletar todos os itens do mapa, procurar por todos os blueprints para fazer os melhores equipamentos, lutar contra outros jogadores ou junto deles na Dark Zone... enfim, a lista é extensa e a diversão é garantida!